terça-feira, 8 de maio de 2012

NATHÁLIA. A ARRAIA QUE QUERIA SER GENTE























NATHÁLIA ERA UMA ARRAIA, QUE PENSAVA DIFERENTE.
ENQUANTO TODAS BRINCAVAM, ELA QUERIA SER GENTE.

VIVIA O TEMPO SONHANDO, NÃO PARAVA DE PENSAR.
NO DIA EM QUE PODERIA NA TERRA FIRME PISAR.

EMBORA FOSSE BONITA, MUITO ELEGANTE AO NADAR.
NUNCA PARTICIPAVA DOS DESFILES DO MAR.

SEU SONHO ERA SER GENTE, QUERIA DEIXAR O MAR.
E ASSIM EM TERRA FIRME, PASSARIA A MORAR.

SONHANDO COMO SERIA, A VIDA FORA DO MAR.
SENTIR O VENTO SOPRANDO, VER OS PÁSSAROS VOAR.

UM DIA PARTIU NATHÁLIA, PARA NA TERRA MORAR.
DISSE ADEUS ÀS AMIGUINHAS, POIS NÃO IA MAIS VOLTAR.

CHEGANDO NATHÁLIA A PRAIA, LOGO, LOGO SE ENCANTOU.
COM A AREIA QUENTINHA, E O PÁSSARO QUE VOOU.

SENTIU O VENTO NO CORPO, SORRIU AO SOL QUE BRILHAVA.
PULAVA E SE ALEGRAVA, NA SUA NOVA MORADA.

A PEQUENA ARRAIA, ENTÃO DECIDIU IR PASSEAR.
PELAS RUAS DA CIDADE, LOGO PÔS-SE A CAMINHAR.

AO CHEGAR A UMA ESQUINA, UM GATINHO APARECEU.
E CORREU ATRÁS DELA, QUE RAPIDAMENTE FUGIU.

FUGINDO DO GATINHO, ENCONTROU UM CACHORRO.
QUE PARECEU TER PENSADO, FAZER DELA SEU ALMOÇO.

NATHÁLIA FUGIU DEPRESSA, TANTO DO CÃO COMO DO GATO.
EM SEGUIDA UM PELICANO, QUIS COLOCÁ-LA NO PAPO.

NÃO FOI MUITO FÁCIL, FUGIR DO PELICANO.
MAS NATHÁLIA CONSEGUIU, ESCONDER-SE EM UM CANO.

A ARRAIA VOLTOU A PRAIA, DEPRESSINHA, DEPRESSINHA.
MAS NÃO TEVE SOSSEGO, A FUGIR DAS CRIANÇINHAS.

NATHÁLIA NÃO ENTENDIA O QUE ESTAVA ACONTECENDO.
PORQUE NINGUÉM QUERIA, VÊ-LA NA TERRA VIVENDO.

DECIDIU ENTÃO NATHÁLIA, AO MAR DEVIA VOLTAR.
POIS AFINAL ENTENDEU, QUE ALI ERA SEU LUGAR.

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